O que são mitos? Para que eles servem? Os mitos fazem parte da nossa vida? É possível que eles influenciam a nossa forma de viver? Há diferença entre mito e saga? Para saber mais sobre o mito, sua funcionalidade na cultura e como eles influenciam em nossa visão, recomendamos que você assista ao vídeo: Mitos de origem | Eis o homem:
O Que São Mitos? Assista Mitos de Origem e Entenda
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha)
Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Funcionário Público na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
A Vida Não Examinada Não Merece Ser Vivida
"A vida não examinada não merece ser vivida."
Contexto e Origem
Embora Sócrates não tenha deixado nada escrito, essa frase foi registrada por seu discípulo, Platão, na obra "Apologia de Sócrates".
O Momento: A frase foi dita durante o julgamento de Sócrates em Atenas. Ele estava sendo acusado de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses da cidade.
A Escolha: Deram a ele a oportunidade de viver se ele prometesse parar de filosofar e de questionar as pessoas. Sócrates recusou.
O Significado: Para ele, uma vida vivida no "piloto automático", sem questionar os valores, a verdade e o comportamento (uma vida sem reflexão), não era digna da natureza humana. Ele preferiu a morte a viver sem a liberdade de pensar.
Por que isso é importante?
Para Sócrates, o que nos diferencia dos animais é a razão e a capacidade de reflexão moral. Se não usamos essas capacidades para entender quem somos e o que é o bem, estamos apenas sobrevivendo, e não verdadeiramente vivendo.
Fear Of Missing Out
Em português, isso pode ser traduzido como "Medo de Ficar de Fora" ou "Medo de Perder Algo".
Embora o termo tenha sido cunhado nos anos 90, ele explodiu com o uso dos smartphones, pois o celular é a ferramenta que alimenta essa ansiedade 24 horas por dia.
Como o FOMO funciona no celular?
O celular funciona como um portal para a vida alheia, e o FOMO acontece quando você sente uma necessidade incontrolável de estar conectado para saber o que os outros estão fazendo.
A Ilusão das Redes Sociais: Ao abrir o Instagram ou TikTok no celular, você vê apenas os "melhores momentos" das pessoas (festas, viagens, conquistas).
A Ansiedade: Isso gera uma sensação de que todos estão se divertindo mais do que você ou de que você está "perdendo" algum evento ou novidade importante.
O Comportamento Compulsivo: A pessoa com FOMO checa as notificações a cada poucos minutos, não consegue desligar o celular antes de dormir e sente angústia se ficar sem sinal ou bateria.
Sinais de que você tem FOMO digital:
Você checa o celular assim que acorda e antes de dormir.
Sente que precisa responder mensagens no WhatsApp imediatamente.
Fica chateado ou ansioso ao ver fotos de amigos saindo sem você.
Usa o celular mesmo quando está assistindo a um filme ou conversando com alguém pessoalmente.
Existe um movimento contrário chamado JOMO (Joy of Missing Out), que é o "Prazer de Ficar de Fora" e se desconectar.
Infinite Scrolling
O termo "rolagem infinita" (infinite scrolling) não é apenas um design de tela; é um mecanismo psicológico criado propositalmente para eliminar o "ponto de parada". Antigamente, você lia uma página, chegava ao fim e tinha que clicar para ir à próxima. Esse microssegundo era o suficiente para o cérebro perguntar: "Devo continuar?". A rolagem infinita remove essa escolha.
Para o cérebro adolescente, que ainda está em formação, os impactos disso são profundos e podem ser divididos em duas grandes áreas:
1. Impactos no Desenvolvimento Cognitivo (O "Hardware" do Cérebro)
O cérebro adolescente está passando por uma "poda sináptica" (eliminando conexões inúteis e fortalecendo as úteis). A rolagem infinita treina o cérebro para o padrão errado:
Fragmentação da Atenção: O TikTok, Reels e Shorts oferecem conteúdos de 15 a 60 segundos. Isso condiciona o cérebro a esperar uma mudança de assunto constante. O resultado é uma dificuldade crescente em manter o foco em tarefas lentas e lineares, como ler um livro, assistir a uma aula inteira ou estudar para uma prova.
Prejuízo na Memória de Longo Prazo: Para que uma informação vá da memória de curto prazo para a de longo prazo, o cérebro precisa de pausas e de tédio. Se o adolescente preenche cada segundo livre com rolagem de tela, o cérebro nunca entra no "modo padrão" (default mode network), que é essencial para consolidar o aprendizado e processar o que aconteceu no dia.
Redução da Capacidade Crítica: A velocidade da rolagem impede o pensamento crítico. O jovem consome a informação, mas não tem tempo de digerir ou questionar se aquilo é verdade, pois já está vendo o próximo vídeo.
2. Impactos Psicológicos e Emocionais (O "Software" e Sentimentos)
Aqui o problema central é a Dopamina e o sistema de recompensa:
O Cassino de Bolso (Recompensa Variável): A rolagem infinita funciona exatamente como uma máquina caça-níqueis. Você não sabe se o próximo vídeo será chato ou incrível. Essa incerteza libera muito mais dopamina do que uma recompensa previsível. O cérebro fica viciado na busca pela recompensa, gerando um comportamento compulsivo.
Disformia de Imagem e Comparação: Ao rolar o feed, o adolescente vê centenas de corpos "perfeitos", vidas "ideais" e sucessos "rápidos" em minutos. Isso gera uma distorção da realidade. O cérebro compara os "bastidores" da vida dele (com tédio, espinhas, problemas) com o "palco" editado dos outros. Isso é combustível para ansiedade e baixa autoestima.
Intolerância ao Tédio e Frustração: A vida real é lenta e, às vezes, chata. Um cérebro acostumado à hiperestimulação da tela tem baixíssima tolerância à frustração. Isso pode gerar adolescentes mais irritadiços, impulsivos e com dificuldade de lidar com o "não" ou com a espera.
FOMO e Ansiedade Social: A sensação de que "tudo está acontecendo online" faz com que o desligar o celular pareça uma exclusão social, gerando ansiedade constante.
Por que os adolescentes sofrem mais que os adultos?
A resposta está na biologia. O cérebro amadurece de trás para frente.
A área das emoções e recompensas (Sistema Límbico) já está "a todo vapor" na adolescência.
A área do freio, do julgamento e do controle de impulsos (Córtex Pré-frontal) só termina de se formar perto dos 25 anos.
Ou seja, o adolescente tem um "motor de Ferrari" (emoções intensas e busca por prazer) com "freios de bicicleta" (pouco controle inibitório). A rolagem infinita explora exatamente essa vulnerabilidade biológica.
Se trouxermos Sócrates para o século XXI, ele provavelmente diagnosticaria a rolagem infinita como a ferramenta definitiva para criar uma "vida não examinada".
A relação entre o mecanismo das redes sociais e a filosofia socrática é de oposição total. Aqui está o porquê:
1. A Morte do "Intervalo" (Onde a reflexão vive)
Para Sócrates, "examinar a vida" exige uma pausa. Você precisa parar, olhar para dentro e perguntar: "Por que eu faço o que faço?" ou "Isso é realmente bom?".
O Conflito: A rolagem infinita foi desenhada, tecnicamente, para eliminar o ponto de parada. Não há intervalo entre um vídeo e outro.
O Resultado: Sem o intervalo, não há reflexão. O adolescente não tem o tempo necessário para processar o que viu. Ele está em um estado de fluxo passivo. É impossível examinar uma vida que está passando diante dos seus olhos a uma velocidade de 3 segundos por conteúdo.
2. Quem está no "Piloto"? (Autonomia vs. Algoritmo)
A frase "uma vida não examinada não merece ser vivida" é um apelo à autonomia. Sócrates acreditava que você deve ser o piloto da sua própria razão.
O Conflito: Na rolagem infinita, você entrega o volante ao algoritmo. Não é você quem decide o que ver a seguir; é uma máquina que calculou o que vai prender sua atenção.
O Resultado: Vive-se uma "vida terceirizada". O adolescente não está escolhendo seus interesses, ele está sendo moldado por interesses comerciais. Se Sócrates dizia que devemos questionar tudo, o algoritmo diz: "Não questione, apenas assista".
3. O "Conhece-te a ti mesmo" vs. A Fuga de si mesmo
O famoso imperativo socrático "Conhece-te a ti mesmo" exige que enfrentemos nosso tédio, nossas angústias e nossos vazios.
O Conflito: A tela é a ferramenta perfeita de alienação. Muitas vezes, o adolescente pega o celular não porque quer ver algo, mas porque não quer sentir algo (ansiedade, solidão, tédio).
O Resultado: A rolagem infinita atua como uma anestesia. Em vez de examinar a própria dor ou o tédio (que poderiam levar à criatividade ou resolução de problemas), o jovem os abafa com dopamina barata.
4. A Caverna de Platão Digital
Embora a alegoria seja de Platão, ela ilustra o pensamento de seu mestre, Sócrates. Na alegoria, prisioneiros vivem acorrentados olhando para sombras na parede e acham que aquilo é a realidade.
A Conexão: O celular é a "caverna" moderna.
As sombras são as vidas editadas, os filtros e as "trends" do TikTok.
A rolagem infinita são as correntes que mantêm a cabeça do jovem fixa na parede (tela), impedindo-o de virar o pescoço e ver a luz do sol (a realidade concreta, a natureza, as relações reais).
Resumo da Relação
A frase de Sócrates alerta que viver sem consciência crítica é apenas existir biologicamente, não viver humanamente.
A rolagem infinita é a industrialização dessa "não-vida". Ela automatiza a falta de reflexão. Portanto, sob a ótica socrática, uma vida gasta na rolagem infinita é uma vida que está sendo desperdiçada, pois a capacidade de julgar, escolher e sentir está suspensa.
Referências
Carr, N. (2011). A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros. Agir.
Haidt, J. (2024). A geração ansiosa: Como a infância hiperconectada causou uma epidemia de transtornos mentais. Companhia das Letras.
Han, B.-C. (2015). Sociedade do cansaço. Vozes.
Hari, J. (2022). Foco roubado: Por que você não consegue prestar atenção – e como pensar profundamente de novo. Vestígio.
Lanier, J. (2018). Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais. Intrínseca.
Newport, C. (2019). Minimalismo digital: Para uma vida profunda em um mundo barulhento. Alta Books.
Platão. (2018). Apologia de Sócrates (A. Malta, Trad.). L&PM.
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Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha)
Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Funcionário Público na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Temas e Artigos em Filosofia
As limitações do comunismo
Um correspondente do seu jornal da semana passada, ao escrever em defesa do que ele chama de “visões associativas”, querendo dizer com isso, suponho, a organização da indústria com base no princípio comunista, ocupa-se do combate contra pessoas que, diz ele, criticam o comunismo porque “a harmonia e a competência que dele provavelmente resultariam” serão supostamente “tão extremas que se tem pavor de um excesso de satisfação”.
Guia prático de argumentação
Há quem pense que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de outra maneira. É por isso que se pensa também que os argumentos são desagradáveis e inúteis. Argumentar pode confundir-se com discutir.
Francis Bacon
Francis Bacon (1561–1626) foi um filósofo, ensaísta e metodólogo inglês. Na política, ascendeu à posição de Lorde Chanceler. Em 1621 afastou-se da vida pública, depois de ser condenado por aceitar subornos no exercício das suas funções oficiais como juiz.
Alasdair MacIntyre
Alasdair MacIntyre (1929–2025) foi um filósofo anglo-americano, e um eminente representante contemporâneo da ética aristotélica. Nasceu na Escócia, formou-se na Inglaterra e deu aulas em universidades tanto inglesas como (sobretudo) norte-americanas.
Ciência e objectividade
A razão não se reduz à lógica e à matemática. O subjectivismo com respeito à lógica derrota-se a si mesmo directamente. O subjectivismo no que respeita a outros tipos de raciocínio só pode ser refutado mostrando que entra em competição directa com afirmações internas a esse raciocínio e que, num debate justo, perde.
Filosofia e o progresso do conhecimento
Vou falar acerca da situação actual em filosofia e, em relação a isso, acerca do meu próprio desenvolvimento como filósofo. Já fazia filosofia há décadas, literalmente, antes de se tornar para mim visível como o meu próprio trabalho se situava na actividade da filosofia e na vida intelectual em geral.
Filosofia da ciência
A filosofia da ciência é o estudo, do ponto de vista filosófico, dos elementos da investigação científica. Este artigo discute questões metafísicas, epistemológicas e éticas relacionadas com a prática e os objectivos da ciência moderna.
A revolução copernicana na astronomia
Muitas das questões e considerações presentes no debate contemporâneo entre realismo e antirrealismo na filosofia da ciência podem ser apropriadamente ilustradas através de exemplos da história da astronomia. Ofereço aqui uma apresentação resumida da revolução copernicana.
Anaximandro
O filósofo grego Anaximandro de Mileto seguiu os interesses filosóficos e científicos de Tales. Escreveu um livro, do qual nos chegou um fragmento, e é o primeiro filósofo pré-socrático acerca de quem temos suficiente informação para conseguirmos reconstruir as suas teorias detalhadamente.
Guia de estudo: A libertação animal de Peter Singer
O influente livro de Peter Singer, Libertação Animal, de 1975 — actualizado e publicado novamente em 2023 com o título Libertação Animal, Hoje — constitui a pedra de toque filosófica do movimento moderno pelos direitos dos animais.
Uma confutação do realismo convergente
Este ensaio explora parcialmente alguns conceitos centrais associados à epistemologia das filosofias realistas da ciência. Mostra que nem a referência nem a verdade aproximada farão o trabalho explicativo que os realistas esperam delas.
Labirintos do Círculo
de David Edmonds
Princeton e Oxford: Princeton University Press, 2020, 313 pp.
David Edmonds (n. 1964) é um eticista britânico, doutor em filosofia pela Open University. É colaborador do Oxford Uehiro Centre for Practical Ethics e coautor (com John Eidinow) de Wittgenstein’s Poker, obra já traduzida no Brasil (“O Atiçador de Wittgenstein”).
O bem-estar das outras espécies
de Tatjana Višak
Oxford: Oxford University Press, 2022, 160 pp.
É frequente fazer comparações implícitas entre espécies no que respeita ao bem-estar. Os seres humanos matam todos os anos milhares de milhões de animais não-humanos para produzir alimentos. Inúmeros outros animais são negligenciados durante catástrofes naturais, como surtos de doenças, incêndios florestais, inundações e furacões. Estas decisões reflectem um sentido enraizado de bem-estar comparativo, implicando uma hierarquia de bem-estar entre as espécies.
Activismo ético
Quando avaliamos os protestos nas sociedades democráticas, a não-violência não é o único critério que deve ser ponderado. O princípio da proporcionalidade pode servir como um guia útil para os factores que os manifestantes devem considerar, permitindo-nos defender o direito de protestar e, ao mesmo tempo, especificar as responsabilidades éticas dos manifestantes.
Existência
A existência levanta problemas complexos e importantes na metafísica, filosofia da linguagem, e lógica filosófica. Muitos destes problemas podem ser organizados em torno das seguintes duas questões: É a existência uma propriedade de indivíduos? E pressupondo que a existência é uma propriedade de indivíduos, há indivíduos que carecem dessa propriedade?
Histórias de animais metafísicos
de Benjamin J. B. Lipscomb
Oxford: Oxford University Press, 2021, 360 pp.
Metaphysical Animals: How Four Women Brought Philosophy Back to Life
de Clare Mac Cumhaill e Rachael Wiseman
Nova Iorque: Anchor Books, 2022, 416 pp.
As filósofas britânicas Elizabeth Anscombe, Philippa Foot, Mary Midgley e Iris Murdoch nasceram entre os anos de 1919 e 1920 e chegaram à Universidade de Oxford entre os anos de 1937 e 1939. Lá encontraram um ambiente dominado por homens, com visões discutíveis em relação à natureza da filosofia e seu alcance na vida comum.
Alvin Goldman
Alvin Ira Goldman nasceu na cidade de Nova Iorque, no dia 1 de Outubro de 1938, e morreu no dia 4 de Agosto de 2024. Concluiu a licenciatura na Universidade da Colúmbia em 1960. Concluiu depois as suas qualificações de pós-graduação na Universidade de Princeton: o mestrado em 1962, e o doutoramento em filosofia em 1965.
Jerome Stolnitz
Jerome Stolnitz nasceu no dia 11 de Junho de 1925, na cidade de Nova Iorque. Licenciou-se na City College de Nova Iorque em 1944 e doutorou-se em filosofia na Universidade de Harvard em 1949.
Sofrimento sem precedentes
de Peter Singer
Tradução de Desidério Murcho
Lisboa: Edições 70, 2024, 406 pp.
Os animais são as principais vítimas da história, e o tratamento dos animais domésticos nas quintas industriais é talvez o pior crime da história.
A filosofia da mente de Aristóteles
A discussão da alma (psukhḗ) levada a cabo por Aristóteles na sua obra Sobre a Alma (De Anima) pertence à parte da sua filosofia da natureza que trata das coisas vivas. Aristóteles considera a alma um princípio de vida e pensa, portanto, que todas as coisas vivas, incluindo as plantas, têm alma.
A natureza que não vemos nem sentimos
O respeito pela experiência é o aspecto essencial da teoria empirista do conhecimento. Todas as nossas tentativas de adquirir conhecimento substancial devem, por isso, ter uma justificação a posteriori. É fácil satisfazer esta exigência em muitos casos de conhecimento substancial.
Gottfried Wilhelm Leibniz
Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716) foi um filósofo racionalista alemão que contribuiu proficuamente para a geologia, a linguística, a historiografia, a matemática e a física, assim como a filosofia. Nasceu em Leipzig e morreu em Hanôver. Com formação em direito, ganhava a vida como conselheiro, diplomata, bibliotecário e historiador, sobretudo no tribunal de Hanôver.
Euclides
Euclides (fl. c. 300 a. C., Alexandria, Egipto) foi o mais proeminente matemático da Antiguidade greco-romana, conhecido sobretudo devido ao seu tratado sobre geometria, os Elementos.
Plotino
Plotino foi o fundador do neoplatonismo, o movimento filosófico dominante no mundo greco-romano da Antiguidade tardia, e o pensador mais significativo desse movimento. Diz-se por vezes que foi o último grande filósofo pagão. Os seus escritos, as chamadas Enéadas, foram integralmente preservados.
Platonismo
O termo “platonismo” refere-se 1) às doutrinas de Platão; ou 2) a uma doutrina central de Platão, especialmente a teoria das Formas, ou Ideias, ou uma doutrina que com ela tenha alguma semelhança relevante, como a perspectiva (que contrasta com o “construtivismo”) de que as entidades lógicas e/ou matemáticas subsistem independentemente tanto do mundo empírico como do pensamento humano (Frege); ou 3) à tradição de pensadores que declaravam fidelidade a Platão, independentemente de as suas doutrinas serem de facto de Platão.
Demócrito
Demócrito (c. 460–370 a. C.) foi um filósofo pré-socrático grego. Nasceu em Abdera, na Trácia. Partindo de Leucipo e do seu atomismo, desenvolveu a teoria atomista no Pequeno Sistema do Mundo e em vários outros trabalhos.
História recente da metafísica
Nos anos que precederam a segunda guerra mundial, e que lhe sucederam, era comum na tradição analítica uma atitude decididamente negativa quanto à metafísica. Antes da guerra, os positivistas lógicos invocaram o seu critério empirista de significado para concluir que, tomadas ao pé da letra como teses sobre o mundo extralinguístico, as afirmações metafísicas eram literalmente destituídas de significado.
Gottlob Frege
Gottlob Frege (1848–1925) foi o fundador da lógica matemática moderna. Como lógico e filósofo da lógica está a par de Aristóteles; como filósofo da matemática não teve igual em toda a história da área.
Arístipo contra a felicidade
Muitos moralistas gregos são eudemonistas; pressupõem que a felicidade (eudaimonia) é o fim último da acção racional humana. Sócrates, Platão, Aristóteles e a maior parte dos seus sucessores tratam este pressuposto como a base da sua argumentação ética. Mas nem todos os moralistas gregos concordam.
Os animais também pensam
Feche os olhos e pegue num objeto à sua frente. Abra-os agora e tente identificar qual foi o objeto em que pegou. Fácil, não? Para adultos humanos a transferência perceptual da modalidade visual para a tátil é natural. E é também fácil para bebês humanos, que já com apenas um mês de vida conseguem selecionar a imagem de uma chupeta depois de a terem chupado às cegas.
Verdade
As teorias da verdade investigam a verdade como propriedade das nossas ideias e do nosso discurso. Atribuímos a verdade e a falsidade a uma imensa diversidade de denominados portadores de verdade: itens linguísticos (frases, elocuções, afirmações e asserções), itens abstractos (proposições) e itens mentais (juízos e crenças). Qual é a propriedade que estamos atribuindo quando dizemos que um portador de verdade é verdadeiro?
Pitagorismo
O pitagorismo foi uma escola filosófica e uma comunidade religiosa que se pensa ter sido fundada por Pitágoras de Samos, que se estabeleceu em Crotona, no sul de Itália, por volta de 525 a. C.
Verdade
Conversamos sobre afectos, realidades, crenças, pensamentos, medos, desejos, memórias, futuros e tudo o mais. Sem a verdade, toda a conversa seria uma mera manifestação de subjectividades solipsistas e imunes ao erro, discursos paralelos sem triangulação possível entre si e a realidade.
História da metafísica
A palavra metafísica deriva do grego meta ta physika (literalmente, “depois das coisas da natureza”), uma expressão usada por comentadores tanto do período helenístico como de períodos posteriores para referir um grupo de textos originalmente sem título da autoria de Aristóteles a que ainda chamamos Metafísica.
Gottfried Wilhelm Leibniz
Tanto Malebranche como Espinosa foram influências importantes no pensamento de Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716). Filho de um professor de filosofia da Universidade de Leipzig, Leibniz nasceu em 1646. Começou a ler metafísica na juventude e, por volta dos treze anos, familiarizou-se com os escritos dos escolásticos, relativamente a quem se manteve muito mais solidário do que a maioria dos seus contemporâneos.
Alguém (ou algo) pensa por nós?
de Mary Midgley
Londres: Bloomsbury, 2018
Partindo do pressuposto de que você viva num local abastecido por água e que esteja equipado por processos de esgotamento sanitário, considere por um momento o complexo sistema de encanamentos que faz com que esse sistema funcione. São muitos tubos e conexões, alguns mais recentes e outros mais antigos. Alguns passaram por consertos e outros continuam com vazamentos, também maiores ou menores, que demandam reparos urgentes ou nem tanto.
Em defesa de P. G. Wodehouse
Quando os alemães fizeram seu rápido avanço pela Bélgica no começo do verão de 1940, capturaram, entre outras coisas, Mr. P. G. Wodehouse, que, durante toda a parte inicial da guerra, tinha vivido em sua casa de campo em Le Touquet e até ao último momento parece não ter percebido que estava em perigo. Enquanto era levado para o cativeiro, terá comentado que “depois disto, talvez escreva um livro sério”.
Criacionismo
Para entender a história de uma ideia temos de evitar introduzir no passado o nosso entendimento presente. É um erro supor que uma ideia que agora consideramos inaceitável nunca tenha sido parte de uma ciência genuína.
Quine e as modalidades aléticas
O cepticismo de Quine com respeito às perspectivas tradicionais do significado andava de mãos dadas com o seu cepticismo com respeito às modalidades. Na peugada de Carnap e de C. I. Lewis, Quine considerava que as noções modais estavam intimamente ligadas à noção de significado.
Daniel C. Dennett
Daniel Clement Dennett (1942–2024) obteve o seu primeiro grau académico em Harvard onde, como conta em Brainchildren (1998), resistiu vigorosamente ao mais influente filósofo americano do século XX: Williard van Orman Quine.
Roderick Chisholm
Roderick Chisholm (1916–1999) foi um filósofo americano do século XX que deu importantes contributos em quase todas as áreas da filosofia, mas sobretudo em epistemologia e metafísica.
Máquinas que pensam?
Stu acabou de chegar, depois de mais uma sessão do torneio de xadrez, onde perdeu, frente ao computador Fischkov III.
Stu: Detesto perder, especialmente com os computadores. Como podem eles pensar melhor do que eu se na realidade nem sequer podem pensar?
Phil: Tens assim tanta certeza que não podem pensar? Talvez existam mais coisas que podem pensar do que pensas.
Cirenaísmo
Os cirenaicos constituem uma escola de filosofia clássica grega que começou pouco depois de Sócrates e persistiu ao longo de vários séculos. É conhecida sobretudo pelo seu hedonismo.
Por que funciona o teste da estrela?
A lógica silogística estuda argumentos cuja validade dependem de “todo”, “nenhum”, “alguns” e noções semelhantes. Ao simbolizar esses argumentos, usamos letras maiúsculas para categorias gerais (como “lógico”) e letras minúsculas para indivíduos específicos (como “Gensler”). Também usamos estas cinco palavras: “todos”, “nenhum”, “alguns”, “é” e “não é”.
Filosofia antiga da linguagem
O mais antigo interesse pela linguagem durante o período grego antigo era em grande medida instrumental: supostos factos sobre a linguagem e as suas características eram postos ao serviço da argumentação filosófica. Talvez inevitavelmente, esta actividade deu lugar à análise da linguagem em si.
Alimentem as pessoas e não a pecuária industrial
Não há qualquer desculpa para que a Rússia, ao levar a cabo a sua guerra de agressão contra a Ucrânia, tenha como alvo as exportações de cereais desse país, sabendo que isso fará subir os preços dos cereais e fará aumentar a fome em populações de países distantes do conflito. Por outro lado, o mundo já produz cereais em quantidade mais do que suficiente para evitar a insegurança alimentar.
Determinismo e liberdade na acção humana
A liberdade é uma das crenças mais básicas e fundamentais dos seres humanos. Estamos convencidos de que sempre que decidimos ou escolhemos fazer uma coisa em vez de outra, quer seja a propósito de um assunto importante ou de algo completamente trivial, essa decisão ou escolha depende inteiramente de nós.
Teremos realmente livre-arbítrio?
Suponha o leitor que o raptam e o obrigam a cometer uma série de crimes terríveis. O raptor fá-lo disparar sobre a primeira vítima, forçando-o a premir o gatilho de uma arma, hipnotiza-o para que envenene uma segunda e depois empurra-o de um avião fazendo-o esmagar uma terceira. Milagrosamente, o leitor sobrevive à queda. A situação deixa-o atordoado, aliviado por ter chegado ao fim da sua dolorosa experiência. Mas então, para sua surpresa, é detido pela polícia, que o algema e acusa de homicídio.
A Náusea, de Jean-Paul Sartre
A Náusea foi publicado pela primeira vez em 1938, nas Éditions Gallimard, num momento em que o autor ainda era um desconhecido. Na opinião de críticos e admiradores, o livro de Sartre é um clássico da literatura do século XX. A sua publicação foi, no entanto, rejeitada num primeiro momento: só depois da intervenção de Gaston Gallimard, que leu a obra com entusiasmo, viria a ser aceite.
Aqueles que abandonam Omelas
Com um clamor de sinos que fez as andorinhas elevarem-se nos ares, o Festival de Verão chegou a Omelas, a cidade costeira de torres brilhantes. No porto, os aprestos dos barcos resplandeciam com bandeiras. Nas ruas, deslocavam-se procissões, entre casas de telhados vermelhos e paredes pintadas, entre velhos jardins cheios de musgo e à sombra de avenidas de árvores, para lá dos grandes parques e dos edifícios públicos.
Epistemologia confiabilista
Um dos principais objetivos dos epistemólogos é oferecer uma abordagem substancial e explicativa das condições nas quais uma crença tem algum status epistêmico desejável (tipicamente, justificação e conhecimento). Do ponto de vista confiabilista, qualquer teoria epistemológica adequada terá de levar em conta a confiabilidade do processo responsável pela crença ou, de maneira mais geral, considerações acerca da verocondutibilidade.
A lógica de Frege
O acontecimento mais importante na história da filosofia do século XIX foi a invenção da lógica matemática. Não se tratou apenas de fundar de novo a própria ciência da lógica; foi algo que teve igualmente consequências importantes para a filosofia da matemática, para a filosofia da linguagem e, em última análise, para a compreensão que os filósofos têm da natureza da própria filosofia.
A verdadeira tragédia do aborto
Em 2018, uma semana apenas depois de o senado argentino ter recusado a descriminalização do aborto nas primeiras catorze semanas de gravidez, uma mulher de trinta e quatro anos morreu em resultado de tentar interromper a sua própria gravidez.
O que me fez filosofar?
Nasci em 1950, cinco anos depois do fim da segunda guerra mundial, em West Hartlepool, no distrito de Durham, numa pequena cidade mineira no nordeste da Inglaterra. O hospital em que nasci era um albergue convertido, ou, como diríamos hoje em dia, um asilo para pessoas sem abrigo. A minha mãe tinha vinte anos, o meu pai vinte e seis, e eu era o primeiro filho.
A liberdade em Mill
Uma vez instaurada a democracia, que trabalho resta ao filósofo político? Numa perspectiva optimista, mal temos um processo democrático de tomada de decisões, o trabalho fundamental do filósofo político chegou ao fim. Todas as decisões podem agora ser deixadas ao funcionamento justo da máquina eleitoral. Infelizmente, mesmo sendo a democracia o melhor sistema que podemos conceber, não é solução para tudo. E Mill afirma que tem os seus perigos próprios: a ameaça da ditadura da maioria.
George Orwell
Eric Arthur Blair (1903–1950), mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um ensaísta, jornalista e romancista britânico. Orwell é bastante famoso por suas obras de ficção distópica Animal Farm e 1984, muito embora grande parte de seus outros livros e ensaios tenha também alcançado popularidade.
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha)
Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Funcionário Público na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
As Limitações do Comunismo
As Limitações do Comunismo
Notas do tradutor
- Jornal inglês em que Mill respondeu por meio desta carta a um artigo publicado em 27 de Julho por um certo George Jacob Holyoake. Valemo-nos do Volume XXV, pp. 98–99, de The Collected Works of John Stuart Mill, disponível no site do Liberty Fund. ↩︎
- Influente tratado sobre a economia política publicado por John Stuart Mill em 1848. ↩︎
- Em francês no original: “entediados”. ↩︎
- Mill antecipa aqui de maneira extremamente sumária o que viria a ser conhecido como “Princípio do Dano”, que Sobre a Liberdade (1859) viria a tornar célebre. ↩︎
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha)
Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Funcionário Público na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
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